Mostrar mensagens com a etiqueta Pinto da Costa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pinto da Costa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Já passaram 2 dias...

e o Pinto da Costa ainda não veio comentar o caso Casagrande, sempre com a sua fina ironia (lol). Ele que tão rápido veio a público criticar o Capela.

Por isso deixo aqui uns excertos do livro (retirado d'O Indefectível):

«"Em geral, injetavam Pervitin no músculo. De imediato, a pulsação ficava acelerada, o corpo superquente, com alongamento máximo dos músculos. Podia-se levantar totalmente a perna, a gente virava bailarina... Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece... se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas.” 
Esse procedimento acontecia abertamente no vestiário, sem a menor preocupação de escondê-lo de qualquer integrante da agremiação. “Era uma coisa oficial: do treinador ao presidente do clube, todo mundo sabia.” Só havia o cuidado de acompanhar o atleta até a eliminação da droga pelo organismo, tanto para prestar socorro, caso alguém se sentisse mal ou tivesse algum efeito colateral, quanto para liquidar as provas, embora exames antidoping fossem raros naqueles tempos. “O clube não deixava a gente ir pra casa depois do jogo. Ficávamos concentrados e dormíamos no hotel. No dia seguinte, fazíamos sauna de manhã e dávamos uma corridinha ao redor do campo. Só depois disso nos dispensavam.”»
ou será que o Pervitin tratava problema de flatulência?
É que fiz search no google e vi que Pervitin é uma metanfetamina. Se assim for, pelos relatos da Carolina Salgado há razões para acreditar que esta medicação não teve grande continuação no tempo.
Mal o menos.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carta a Pinto da Costa

Caro Jorge Nuno,




Confesso que fiquei algo surpreendido com as tuas declarações, eu sei que não devia, mas a ingenuidade é uma característica inerente à minha pessoa. Peço, também, as mais sinceras desculpas, mas não resisto a imiscuir-me num assunto no qual és especialista, “as interferências extrafutebol.”
Segundo a tua opinião, o FCP “só não tem mais pontos porque as interferências extrafutebol não o permitem.” Grande “Malandrão”, não admira que aos sessenta e cinco anos consigas manter uma, bela, história de amor, com uma jovem nascida em terras de Vera Cruz. És um macho latino que consegue agregar duas particularidades “irresistíveis” para o sexo feminino: em primeiro lugar, o sentido de humor apurado, quem nunca ouviu uma mulher afirmar, “quero um homem que me faça rir”, e em segundo lugar a calvície ou falacrose, afinal é dos “carecas que elas gostam mais.”
            Jorge Nuno, honra seja feita a quem merece, és um líder hábil, conseguiste criar um clima de guerra, norte/sul, que só existia na tua cabeça, qual D. Quixote do Douro. E milhares seguem-te cegamente, sejam dragões ou dragartos (os adeptos do Sporting que, desde 2009, torcem pelo FCP a partir da quinta jornada do campeonato; por favor, não os confundas com verdadeiros Sportinguistas, esses merecem respeito). Qualquer erro cometido pelos teus é escamoteado e as causas das derrotas são sempre confundidas com um dano causalmente infligido pelos “senhores do sul”. Com o, único, objectivo de travar o desenvolvimento do galhardo povo nortenho.
Após um empate, em casa, com uma das equipas mais débeis do campeonato, num momento em que podiam alcançar o primeiro lugar isolado e sem que tenha existido qualquer decisão da equipa de arbitragem em desfavor do FCP (muito pelo contrário), surgem estas declarações e os adeptos “cegos” olvidam as criticas à competência (ou falta dela) do treinador ou à incapacidade dos atletas, que durante noventa minutos não conseguiram criar uma oportunidade de golo em bola corrida. As diferenças comportamentais relativamente aos adeptos do MAIOR são, para o bem e para o mal, evidentes!
A táctica surte os seus efeitos, pois consegues, de forma inteligente, blindar os profissionais do teu clube a quaisquer factores desestabilizadores e os adeptos continuam infinitamente a batalhar contra moinhos de vento. Principia aqui, a vantagem do FCP, as equipas técnicas e jogadores gozam de uma quietação e serenidade que não tem rival em Portugal. Claro que, esta táctica sectarista tem o reverso da medalha e não é por acaso que o “teu” FCP, após trinta anos de conquistas, continua a ser um clube manifestamente regional e o terceiro em número de adeptos. Mas o que se há de fazer, o que interessa é que continues a somar.
Todavia, estou um pouco preocupado contigo, com a idade parece que estás a perder qualidades. Não estou a falar a nível sexual, até porque a experiência acumulada em lupanares, o facto de estares atento à taxa de IVA aquando da aquisição de filmes pornográficos, os avanços operados na moderna terapêutica da disfunção eréctil masculina e por estar convencido que és um seguidor acérrimo do brocardo popular “enquanto houver língua e dedo não há nada que me meta medo”, estou tranquilo quanto à tua performance nesse campo. No entanto, estou preocupado com a tua memória. Segundo, os últimos estudos da Universidade de Harvard, resolver diariamente simples exercícios de memória é o melhor remédio para a activação do metabolismo cerebral.
Assim, deixo-te o seguinte desafio, responde-me as estas perguntas:
a)                          Quantos penaltys foram assinalados contra o FCP, nos dezoito jogos que realizaram para a Liga Portuguesa, época 2012/2013?
b)                         Quantos jogadores do FCP foram expulsos, nos dezoito jogos que realizaram para a Liga Portuguesa, época 2012/2013?
c)                          Quantos jogos, arbitrados pelo Pedro Proença, venceu o Benfica durante as épocas 2010/2011, 2011/2012 e 2012/2013?

Espero que estes exercícios possam entreter-te por uns dias e possibilitem pelo menos uma semaninha de silêncio. A família benfiquista agradece. Atenção, as respostas têm rasteira...
É verdade, relativamente à tua declaração, quero dedicar-te uma musiquinha. Fica atento à letra!!




But you see, it's not me, it's not my family
In your head, in your head they are fighting
With their t
anks and their bombs
And their bones and their guns
In your head, in your head, they are crying...
In your head, in your head
ZOMBIE, ZOMBIE, ZOMBIE hey, hey
What's in your head, In your head
ZOMBIE, ZOMBIE, ZOMBIE


Um abraço do teu novo amigo,

Vítor Baptista