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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Muito se tem falado do Rui Vitória

Muito se tem falado do Rui Vitória e da sua incapacidade de ganhar jogos grandes. Se tal, de facto tem uma base de verdade, não nos podemos esquecer de que, do outro lado, temos um treinador que, mesmo sendo um génio da táctica, já perdeu jogos contra grandes como o Benfica, Porto (apesar de, no final da sua carreira no Benfica, ter criado um ascendente sobre eles), Real Madrid, Chelsea, Sevilha, Borussia, e contra clubes medíocres como o Legia ou o HAPOEL de Tel Aviv.

Não coloco a capacidade táctica de Jesus em causa e que, para mim, é superior à de Rui Vitória. No entanto julgo que o nosso treinador tem uma série de características em que é superior a JJ, nas chamadas soft-skills. Longe vão os tempos em que nós éramos crianças em que a nossa avaliação se resumia à classificação de 1 a 5 nas várias disciplinas. Se é óbvio que um qualquer profissional é mais do que isso, num líder de pessoas, a importância dessas características acentua-se ainda mais.

Se a isso acrescentarmos o facto de (tirando no centro do meio-campo) termos jogadores muito superiores ao Sporting, acho que temos a receita para vencer o (difícil) derby!

Deixo um vídeo que acaba por ser um pouco consequência da postura de JJ (com tanto de ousadia como de soberba), relembrado pelo Gordo.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Júlio César no domingo!





              A necessidade de encontrar bodes expiatórios, para as derrotas do colectivo, é uma forma simplista de analisar futebol.
              Mas, este País, tem demasiados "analistas especializados", e normalmente "isentos", que são pagos a peso de ouro para comportarem-se como cidadãos alcoolizados em tascas e lupanares.
             Após a derrota em Nápoles a sentença foi exarada:

a) Júlio César já não tem qualidade e já não pode ser titular do Benfica.

b) o Benfica defende mal as bolas paradas.

c) O Carrillo foi um barrete.

            Curiosamente, o Júlio César apenas falhou verdadeiramente no quarto golo e, nesse momento, o resultado estava feito. Quando se sofre um golo de penalty e outro de livre directo em posição tão favorável parece-me complicado concluir que a equipa defende mal as bolas paradas. Esses são lances que se podem evitar, mas depois de ocorrerem pouco há a fazer quando existe mérito do adversário.
            O Carrillo foi um barrete?? Veremos...       
            Mas para mim é simples, próximo jogo é para ganhar, são mais três pontos rumo ao tetra, antes do retorno dos reforços de Outubro. Que são só: Jonas, Rafa, Jimenez, Jardel... 
            Este é um momento, em que temos de dar uma demonstração de força e união, não devemos deixar que "enterrem" um grande profissional, que no último dia 19 de Setembro (realmente, compreende-se porque passou uma eternidade...) fez uma exibição assombrosa contra ao Braga na Catedral.
           Rui, no domingo,a baliza tem de ser do Júlio César! 

quinta-feira, 10 de março de 2016

Mérito a quem o tem

Falo eu, que sempre fui um crítico de Rui Vitória. A minha opinião em relação à sua qualidade não se alterou, apenas amenizou tendo em conta alguns dos seus méritos/virtudes:
- Dá liberdade ao Jonas para tudo, o que é inteligente, dada a qualidade em tudo o que ele faz (desculpem aqueles que achavam que o que o Rui Vitória precisava para impor o seu modelo era colocar o Jonas no banco)
- Re-aproveitou o Pizzi para extremo, mas daqueles mais interiores, na linhagem do Ramires (que sendo totalmente diferente do Pizzi, muito ajudava a equilibrar o modelo)
- Os putos. Já se viu que o JJ continua no sporting a cometer os mesmos erros que cometia no Benfica. Por muito bom que Renato Sanches e Lindelof fossem, era preciso alguém para apostar neles
- Quem é que iria imaginar no início da época sucesso nos 1/8 da Champs com Ederson, Semedo, Samaris, Lindelof e Eliseu??
- Sabe escolher muito bem os jogadores. Depois da paragem mental do Clésio, nunca mais inventou e até percebe que, por muito que a malta goste do Sem-medo, o André Almeida é bem melhor
- Consegue ter os jogadores consigo. Aquilo que Mourinho não conseguiu, Rui Vitória ultrapassou
- A linha do fora-de-jogo continua muito bem
- Teve o condão de unir os benfiquista em torno do treinador. É Benfica.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Anteontem vi-te no Estádio da Luz.




Vitória num jogo importante.




Golo num jogo importante.


                                             

  Tinha de ser. Quer dizer. Eu já ia dar os parabéns aos artistas por terem feito tudo nos limites da decência. E mesmo a acabar o jogo, estragam tudo, com esta ideia tola do golo da vitória. Oh valha-me Deus, não habia necessidade.  Logo, no finalzinho do jogo. Já havia tanta gente a esfregar as mãos. 

    Temos pena. Carrega Benfica!! :)
 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

"Qualquer treinador que vá para o Benfica, arrisca-se sempre a ser campeão."


Esta frase foi proferida pelo grande Mário Wilson, na década de 70. De facto, entre 1960 e 1979, Sport Lisboa e Benfica sagrou-se campeão por treze ocasiões. Sendo um total dominador do futebol português e do futebol internacional.
A actual Direcção convenceu-se, após os últimos seis anos, porque o Benfica voltou a ser o clube mais vitorioso em Portugal e com melhores resultados nas competições europeias (duas finais, uma meia-final e dois quartos-de-final), que a máxima introduzida pelo primeiro treinador português a vencer um campeonato pelo Benfica, na época de 75-76, seria novamente uma realidade.



 Hoje duvido que exista alguém na Direcção que não perceba que essa presunção foi um erro e não assuma, pelo menos, internamente que foi apressada. Não obstante, o trabalho brilhante em termos de infraestruturas, em termos da formação, nas modalidades e a maximização das receitas que são ímpares no nosso País e que sem dúvida permitem olhar para o panorama nacional e compreender que somos o clube com mais possibilidades e condições para voltar a dominar o futebol português, todos estes factores não são, por si, garantia de resultados e de títulos.
Num País dividido, desportivamente, entre benfiquistas e anti-benfiquistas, com três jornais desportivos e com programas opinativos sobre desporto a ritmo diário, vencer um campeonato pelo Benfica é dificílimo, porque é muito mais fácil errar, ainda que inconscientemente, a favor dos nossos rivais do que a nosso favor. Por vezes, basta criar uma mera aparência de favorecimento ao Benfica, para que a mesma goze de um mediatismo e de um tempo de antena, susceptível de condicionar as "pessoas certas" e de influenciar os mais incautos. Veja-se a nuvem de fumo, criada pela caixa do Eusébio (que, por sinal, continua a ser vendida a um ritmo impressionante, muito obrigado! E atenção que, se aproxima o Natal, e os anti-benfiquistas vão adorar receber uma, para brincarem com ela e sentirem-se os maiores nas "conversas de café. Por isso, façam-lhes a vontade).


Analisemos, também, as vitórias nos últimos quatro campeonatos e o que foi dito e repetido pelos anti-benfiquistas, nos seus “púlpitos” semanais, para percebermos o que digo:

2004 – 2005 – Como vencemos? “Estorilgate! Por causa, do jogo com o Estoril no estádio do Algarve.” Algo que, vemos comummente acontecer em Portugal, sobretudo desde 2004, fruto da construção dos estádios que foram construídos para o Euro e que, quer queiramos quer não, é uma opção perfeitamente racional por parte das Direcções dos clubes mais pequenos.

2009 – 2010 – Como vencemos? “Graças, ao caso do túnel da Luz.” Ou seja, o castigo de atletas do Porto, que pelos mesmos factos foram condenados nos tribunais judiciais.

2013 – 2014 e 2014 – 2015 – Como vencemos? “Devido ao apoio da arbitragem, o colinho." Ou seja, como não existe nenhum facto ou erro escandaloso em nosso benefício, criou-se essa figura indeterminada sem qualquer substância material. Uma coisa posso garantir, nós nunca vencemos um campeonato fruto de um golo marcado em posição irregular no jogo decisivo ou com uma falta cometida fora da área, transformada em penalty, na última jornada, que para tornar as coisas mais interessantes, foi disputada contra um clube, cujo treinador e melhor jogador estavam contratados para a época seguinte e que iria jogar as competições europeias no nosso estádio…
Conclusão, nós nunca vencemos com mérito! Basta, ainda, verificarmos o “barulho” que surge sempre que existe um erro de arbitragem que nos favorece, em comparação com os erros que beneficiam os nossos rivais. Ainda esta semana, atente-se ao silêncio do Sporting, acerca dos erros cometidos por Jorge Sousa no domingo e na segunda-feira e o silêncio do Porto acerca dos erros que beneficiaram o Sporting, pelo menos contra o Tondela, o Estoril e o Arouca. Será que assistiríamos a este silêncio se tais lances favorecessem o Benfica? (A esta nem respondo, porque é uma pergunta de retórica).

http://hojenaoquejogaobenfica.blogspot.pt/2015/12/marcano-e-jorge-sousa-apresentam-dois.html

Esta é a realidade que nos permite ser o clube que reúne mais atenção mediática e que nos possibilita negócios como o da NOS. Pois, uns querem ver e vibrar com as vitórias e outros têm de estar sempre informados, ao detalhe, para analisar e escalpelizar os nossos sucessos ou vibrarem com os nossos insucessos.
Uma coisa é certa, em treze jogos deste campeonato, o brocardo popular, de que “os clubes grandes são sempre os mais beneficiados no campeonato” não se aplica ao Benfica. Não nos podem acusar de ter qualquer ponto a mais ou imerecido. E, ainda bem, porque sou a favor de uma Liga com o mínimo de erros e porque sei que, basta um jogo para que os anti-benfiquistas façam disso um cavalo de batalha e o estandarte de uma conspiração que tem como intuito tornar o Benfica tricampeão.



Relativamente, ao Rui Vitória não embarco nas críticas que põem em causa a sua competência, enquanto treinador e profissional. Uma coisa é ser um mau profissional, outra, completamente diferente é estar preparado para desempenhar a profissão sob todas as condições. Rui Vitória tem de ser um bom treinador de futebol. Caso contrário, não teria conseguido subir a pulso e com resultados (subidas de divisão, conquista da taça de portugal e qualificações para as competições europeias com uma equipa com orçamento baixíssimo e pejada de jovens) e, já este ano, com a qualificação para os oitavos de final da Champions. No entanto, a análise pessoal que faço é que, possivelmente, não estava preparado para assumir a responsabilidade de ser treinador do maior clube português e os desafios daí decorrentes que têm de ser superados, de forma que se possa conquistar uma prova de consistência, como é o campeonato. De nada serve termos o melhor ataque do campeonato e depois ficar em branco em vários desafios…
As dificuldades irrefragáveis da equipa nos jogos com equipas que jogam muito fechadas e que recorrem ao anti-jogo, algo que é recorrente no futebol português e, infelizmente, demasiado valorizado, são por demais evidentes. A derrota com o Arouca, o empate com a União e, por exemplo, a vitória suadíssima contra o Moreirense ilustram essas dificuldades. Este é um “problema” que o Rui Vitória e sua equipa técnica nunca tinham enfrentado nas suas carreiras, que acresce à pressão de vencer todos os jogos e de substituir um treinador com grandes competências técnicas, que vinha da conquista do bicampeonato e, que para piorar (algo que, não foi previsto pela Direcção) foi para o nosso rival, facto que tem como consequência a inevitabilidade das comparações. Paulo Fonseca, que agora novamente é elogiadíssimo, também falhou no Porto em condições similares. Falta de qualidade? Não. Impreparação para o desafio que lhe foi colocado? Naquele momento, sim.


Rui Vitória tem de aprender, evoluir e encontrar soluções rápidas para superar estes desafios, a sua continuidade no Benfica depende disso. O seu antecessor esteve três anos consecutivos sem ganhar o campeonato, mas manteve-se no seu posto, porque, apesar do insucesso nessas épocas (sempre possível em desporto), era visível que o desfecho poderia ter sido diferente. A qualidade demonstrada permitiu-lhe ganhar esse tempo e terminar um ciclo de forma vitoriosa, assente nas condições que o clube lhe proporcionou. O tempo conquista-se e o de Rui Vitória irá esgotar-se, com muita pena minha, se o que aconteceu com a União da Madeira ocorrer mais vezes até ao final da época.

A conclusão que retiro é a seguinte, infelizmente, nem todos os treinadores que vão para o Benfica, arriscam-se, para já, a ser campeões, mas, a caminhada do Jesus no Sporting demonstra também as razões que levaram a Direcção a mudar de rumo. É um grande treinador para o campeonato nacional, mas a luta pelo título de campeão tem custos muito altos, não conseguiu aceder à fase de grupos da Champions (algo que dificultou e muito o projecto do seu actual clube, apesar de ninguém o admitir para já), passou por dificuldades no grupo na Liga Europa (fase da competição que, por exemplo, para o Sporting de Braga foi um passeio e com uma derrota por 3- 0, "patrocinada" por um colosso albanês), mais uma vez, foi eliminado nos oitavos-de-final da taça e, novamente, pelo seu némesis o Braga e continua com uma dificuldade em aproveitar os jovens talentos dos clubes, veja-se que o Sporting pedia 10 milhões de euros pelo Carlos Mané e que Tobias Figueiredo era titular da equipa A e que estes, neste momento, nem sequer são opção, e a aposta em Gelson e Matheus, apenas ocorre por absoluta necessidade, caso tivesse Carrillo tudo seria diferente e, a partir de Janeiro, com Bruno César e Schelloto a utilização dos dois jovens irá diminuir drasticamente.
Não tenho dúvidas que Jesus é um grande treinador e que estaríamos melhor, esta época, no campeonato com ele ao leme da equipa, mas, uma coisa é certa, pode não ser fácil, mas é possível encontrarmos treinador melhor tecnicamente e com maior capacidade para potenciar o novo paradigma do clube, sem que haja sacrifício dos resultados. Afinal, mesmo quando estava no Benfica, vários treinadores foram capazes de lhe proporcionar brilhantes banhos tácticos…



P.S: Infelizmente, a máxima que se aplicava ao Benfica nos anos 70, actualmente, com foi apanágio nas últimas décadas, continua a aplicar-se ao Porto. Só assim se explica, que o Lopetegui, que nem já os próprios adeptos ilude, se arrisque a ser campeão.





Se bem que, alguém que considera não ser afortunado nos sorteios, depois jogar com o Varzim, o Angrense e o Feirense para a taça de Portugal, também tem toda a legitimidade para considerar que o Porto é uma vítima das arbitragens e que essa é a génese do seu insucesso...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Aos meus amigos sportinguistas

Quando dizem que têm um ponta-de-lança espectacular, estão enganados. Vocês têm um ponta-de-lança (bastante) caceteiro e tosco, que por acaso é um razoável finalizador. Por exemplo, já devem ter percebido que o Slimani, a não ser quando se engana, precisa de 10 metros para dominar a bola. Podem dizer que isso é TONELada de raça, mas não é, com certeza, uma TONELada de técnica e qualidade.

Além disso, queria que vissem o primeiro golo do Glorioso ontem, para perceberem o que é um ponta-de-lança, quando quiserem comparar o Slimani com o Mitroglou. Estão a ver, é nestas alturas em que não precisamos de treinador.



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Vieira

Os dois grandes da Península Ibérica, Benfica e Real Madrid, foram buscar para treinador dois tipos anafados que não percebem nada da poda. Dois tipos que sofreram derrotas colossais contra os seus adversários em casa (3 contra o sporting de Lisboa, 4 contra o Barcelona). 

Meus amigos, não me venham com a desculpa dos jogadores. São mais fracos que antigamente, mas são, no mínimo, do nível do ano passado. Há dois jogadores que eram titulares de caras no Benfica - William Carvalho e João Mário. Vá, e o Jefferson. De resto, os do Benfica são no mínimo tão bons ou melhores. Sim, a estrela Adrien é uma barata tonta, e a estrela Slimani só é estrela se considerarmos que um requisito para jogar futebol é precisar de 10 metros para receber uma bola.

Até podemos ver o exemplo do Real Madrid. Acham que o plantel é pior que o do Barcelona? As mãozinhas é que são outras.

Vieira, o RAP já dizia em Julho que tinha sido um erro colossal. Ele próprio admite que percebe tanto de bola como tu. Está é na altura de seres inteligente como ele. É verdade, não te peço para seres benfiquista, só te peço para seres inteligente.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Como acham que se sente um jogador...

... que, sendo internacional A pelo seu país, se vê ultrapassado por um jogador da equipa B que nem sequer é titular.

Agora imaginem que esse internacional joga numa determinada posição, aquela que veio a ser ocupada pelo jogador da equipa B, e que esse jogador da equipa B joga numa posição completamente diferente.

Agora imaginem que são médicos. Mas que quem vai tratar dos pacientes é a administrativa da recepção.

Acho que percebem como se sente o médico (André Almeida) e como se sente o paciente (Eu e vocês, adeptos do Benfica).

Ter um avançado (ainda por cima não titular!) da equipa B a tirar lugar o lugar de lateral direito a um internacional A pela selecção é apenas a ultima invenção do Rui Vitória.

Agora reparem que o Silvio foi desviado para a esquerda para outro internacional A (Eliseu) ficar no banco a ver jogar o Clésio, e tentem colocar-se na cabeça do nosso treinador. Eu não consigo.

Adenda: Ainda há um internacional sub-21 sueco (Lindelof).


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

«Na estrutura só Rui Costa percebe de futebol»

E como eu não me admiro disso, mesmo sendo o Judas a dizer.

Estava a comentar com o Vitor Baptista, como é estranho que os jogadores ainda estejam com o Rui Vitória. Deve ser um gajo mesmo porreiro, se calhar até leva umas meninas para o balneário para animar a malta.

Se bem que o Cristante não deve poder comer nada, já teve a sua dose de picanha.

PS. Ainda estou para perceber o que leva o Rui Costa a tornar-se um subalterno do Vieira...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Este Benfica de Rui Vitória

Alguém expressou, melhor que eu, o que é esta calamidade que vemos todas as semanas (Nuno, Entre Dez):

O Benfica de Rui Vitória é, até à data, pouco mais do que um conjunto de jogadores espalhados num campo de futebol. A conclusão não é tardia nem motivada pelo descalabro do último fim-de-semana; em abono da verdade, foi o que tem vido a ser, jogo após jogo, desde o início do campeonato. Os resultados e a confiança que eles trazem mascararam essa realidade, criando a ilusão de que a equipa estava a crescer enquanto equipa. Não estava. O Benfica de Rui Vitória, até à data, não cresceu rigorosamente nada. Luís Freitas Lobo, por exemplo, acredita que este Benfica, em comparação com o de Jesus, é mais compacto e equilibrado, joga com as linhas mais juntas e é capaz, por isso mesmo, de jogar de forma mais pausada. É inacreditável que se possa sequer acreditar nisso. Basta ver 10 minutos de um jogo do Benfica de Rui Vitória para se perceber que o portador da bola é invariavelmente deixado ao abandono, que os homens sem bola raramente fazem movimentos de aproximação, que os alas e os avançados pouco ou nada são encorajados a invadir espaços interiores ou a baixar, que a tendência é para ocupar o máximo de espaço no terreno de jogo e que a inferioridade numérica no meio-campo, decorrente da insistência num modelo de jogo que requer necessariamente formas de compensar essa inferioridade é sempre, mas sempre, perniciosa para a equipa. O Benfica de Rui Vitória, até à data, é uma perfeita nulidade enquanto equipa.

Dois ou três resultados gordos (um deles construído nos últimos 20 minutos) e uma vitória inesperada em Madrid, conquistada às custas de 90 minutos a defender e de um Júlio César intransponível, não deveriam ser suficientes para se tirarem ilações positivas deste Benfica. Como sempre, as pessoas fiam-se nos resultados, e depois acontecem coisas que não conseguem explicar. A derrota humilhante deste fim-de-semana, uma das mais pesadas de sempre do Benfica em casa, não foi surpreendente, porém, para quem vê o que é importante ver. O Sporting ganhou com justiça, sem sequer fazer um jogo extraordinário. Foi eficaz e soube potenciar os erros do modelo do Benfica. Mas, mesmo que o não fosse, bastaria ocupar relativamente bem os espaços, coisa que as equipas de Jesus costumam saber fazer, para ter o domínio relativo do jogo. Tal como na Supertaça, o Sporting foi superior ao Benfica essencialmente porque foi uma equipa mais equilibrada em cada momento do jogo. Isso é o princípio de tudo. Sem ter sequer feito da troca de bola um modo de desposicionar o Benfica, bastou ao Sporting esperar que os encarnados, tendo que assumir as despesas do jogo, se desorganizassem por si. E assim foi. O Benfica foi sempre uma equipa desorganizada, tanto a defender como a atacar; teve sempre menos gente na zona da bola; nunca se preocupou com os apoios recuados ou com os apoios laterais, deixando o portador da bola sem outra solução que não o apoio vertical; defendeu sempre demasiados metros em largura quando a bola entrava nas alas, o que criava espaços excessivos entre os jogadores  (veja-se o espaço entre os centrais no segundo golo, potenciado por uma linha defensiva demasiado centrada quando a bola está encostada à linha esquerda); etc..

Para dar um exemplo do que é o Benfica de Rui Vitória, note-se a falta de rede no meio-campo, no terceiro golo do Sporting: o médio que incia a jogada não tem atrás de si nenhum outro médio, a dar um apoio recuado e a oferecer a cobertura numa eventual perda de bola, assim como não tem ninguém à sua direita, em cerca de quarenta metros, a não ser o lateral, que procura abrir. Assim é muito fácil ao adversário prever a opção do portador da bola. A antecipação que origina a perda de bola não é demérito do portador  nem do receptor, nem sequer é mérito do defesa sportinguista; é demérito colectivo do Benfica. O principal motivo da perda da bola é a desorganização colectiva que torna fácil ao adversário ler o lance. A agravar a situação, os centrais estão muito longe do portador da bola e do meio-campo, ficando, por conseguinte, incapacitados de reagir rapidamente à perda. No lance do terceiro golo, as pessoas vão crucificar o médio que cometeu a imprudência de fazer um passe à queima, ou o atacante que teve o desmazelo de se deixar antecipar, ou até mesmo o lateral direito, Sílvio, que demorou a reocupar a sua posição depois de a equipa ficar sem a bola, apesar de ser o único que, no momento ofensivo, se preocupou em dar uma solução de passe ao portador da bola (o que o deixou  naturalmente em condições deficientes para recuperar rapidamente). As pessoas vão crucificar qualquer um destes três, ou mesmo qualquer um dos outros jogadores que estavam em campo, pois não são capazes de perceber que um jogador joga aquilo que o colectivo lhe permitir jogar. As pessoas vão crucificar os jogadores, mas o principal responsável é Rui Vitória. O Benfica de Rui Vitória é, até à data, aquilo que foi exemplarmente neste jogo: pouco mais que nada.


P.S. O que pude ver do arranque da época fez-me antecipar, desde muito cedo e sem grandes hesitações, que o Sporting era o principal candidato ao título, este ano. Ainda que essa convicção tenha ficado enfraquecida depois do afastamento de Carrillo, possivelmente o melhor jogador do arranque de temporada leonino, creio que continuo a subscrever esse prognóstico.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Se fosse fácil não era para mim"

Estive a ver o jogo com outro benfiquista e um sportinguista, e, quando acabou, estavam todos curiosos com o que o Rui Vitória iria dizer, e se se iria demitir. A frase que coloquei no título, que previ que o nosso treinador iria dizer, foi mesmo o que Rui Vitória disse. "Até nisto ele é um lugar comum".

Aparte de falar de um gajo porreiro travestido de Treinador de Futebol (sinceramente começo a achar que não vale mesmo a pena), continuo sem compreender à base da lógica a contratação de Rui Vitória e a destruição de um plantel bi-campeão.

Mas percebo à luz de outros interesses.

Percebo que tenha de jogar o Jimenez 18M€, em vez do Mitroglou, e para isso precisamos de um treinador que obedeça.

Percebo que se contrate o Jimenez 18M€ em vez do nº 8 que tanto precisávamos, ou não fosse Jorge Mendes o seu empresário

Percebo que se tente mostrar que a famosa estrutura era muito boa, quando afinal se calhar tinha tanto mérito como o Judas.

Percebo a contratação de um treinador fraco, mas fantoche.

Percebo que se inventem processos de 14M€ porque sim, e quem vier a seguir que pague as custas judiciais.

Percebo que digam agora que a culpa é do Jonas, do Luisão, do velhinho da paragem, do Eliseu, do André Almeida, do Sílvio. Sim sim, de repente, desaprenderam de jogar. Ou isso, ou se calhar a culpa é de quem os comanda.

Portanto, a culpa é do Rui Vitória? Também. E quem comanda o Rui Vitória? Pois é... Vieira.

PS. Ao saber que dizem que "É um dos lemas que temos, é sermos uma equipa contra 11 jogadores, é um dos nossos lemas internos." ainda me dói mais o coração...

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ao cuidado de Rui Vitória: 4-4-2 Losango

Caro Rui

Já se percebeu que não percebes assim muito da poda. Ainda assim peço-te que contemples uma hipótese: o 4-4-2 Losango. Repara só que podias tirar o melhor dos nossos dois melhores jogadores. Estavam perto um do outro para a triangulações que promoves quando já estamos a ganhar. Acresce que, se calhar até podias aproveitar outro (djuricic). E, se fosses assim um pouco para o medroso, ainda outro! (Fejsa)

Eu sei, limitava um tudo ou nada os cruzamentos que tanto gostas. Mas, no fundo, se quisesses, podias dar a linha aos nossos laterais, e ainda tinhas a largura.

Vê lá, pensa na poda.

GR: Júlio César
DD: Nelson Semedo
DC: Luisão
DC: Jardel / Lisandro
DE: Eliseu
MD: Samaris / Fejsa
MID: G. Guedes / Pizzi / Samaris
MIE: Gaitan / Talisca / Pizzi / Samaris
MOC: Djuricic / Gaitan
AV: Jonas
AV: Mitrogolo

PS. Estou muito surpreendido com o Mitroglou. Muito melhor que a encomenda.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Quem são os Jonas desta época?


      Estão dois jogadores sem clube, que poderiam ser os Jonas desta temporada e que têm qualidade e experiência para entrar de caras no onze do Benfica. Gourcuff e Ilsinho! Gourcuff poderia, nesta fase da carreira, fazer o lugar de Pizzi e Ilsinho é um extremo-direito de grande qualidade.




           «Rui Vitória vai ter as mesmas condições que outros tiveram»


                                           




                                           
 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A culpa a quem a tem

O Rui Vitória deve ser um gajo porreiro. Tem umas noções de futebol, mete a equipa a jogar e tal, deve ser capaz de dar um bom balneário. Quem não olha para um bezuntão destes com carinho que atire a primeira pedra.

A questão é que gajos porreiros há muitos, treinadores de futebol nem tanto. Quer dizer, em termos de comparação já começo a achar que o Loropegui é treinador de futebol, o que torna as coisas ainda mais graves. Sim, porque nem o Lopinegui se lembraria de colocar Samaris e Fejsa a par no meio campo. Acho que só mesmo um José Mota e, pelos vistos, o Rui.

Eu achava que o treinador ideal para o Glorioso era o Vitor Pereira, como expliquei aqui. Ok, não queriam ir buscá-lo, o Marco Silva servia. Agora, o Rui Vitória nunca mostrou futebol que pudesse indiciar ser uma boa escolha para o Benfica. Não fez um trabalho meritório num clube intermédio, como o JJ no Braga ou o Marco Silva no Sporting. Tem muito mérito em conseguir o que conseguiu com um dos orçamentos mais baixos da liga, mas isso não o torna automaticamente apto para treinar o Benfica. Ao contrário do que costumam fazer crer, eu não preciso de um treinador que faça omeletes sem ovos, preciso de um treinador que saiba fazer omeletes em condições para eu comer e ser campeão!

Não obstante, o Rui é o menos culpado de tudo isto. Quem é que se lembrou de despedir um treinador bi-campeão? Quem é que se lembrou de contratar o Rui? Quem é que se lembrou de desinvestir brutalmente no futebol porque está atrapalhado nos seus negócios ou porque tem negócios obscuros com o Jorge Mendes?

Pois é Vieira, a culpa é tua. Foste tu que o contrataste. Foste tu que vendeste o Bernardo Silva e os restantes. És tu que tens negócios muito estranhos com o Jorge Mendes e que, fala-se, vais comprar um pé-frio mexicano por 9 M€, como já fizeste com Pizzi e Roberto. Foste tu que confundiste os teus negócios com os do Benfica.

Ainda vais a tempo de alterar o rumo... mas atenção!!! Parece-me que já tens alguém atrás das tuas costas pronto a tomar-te o lugar. Olha que se não o fizeres, vais perder muito mais do que a Presidência, porque a vingança serve-se fria, e nem eu nem nenhum benfiquista vai defender-te, se continuares sem defender o Benfica até à morte.




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Calma!!



        Em primeiro lugar, devo confessar que estive no estádio e assisti, in loco, ao que não percepcionava há seis anos. O Sporting venceu o jogo, jogou melhor e mereceu vencer o Maior Clube português.
        Em segundo lugar, ontem o nosso ex-treinador conseguiu mostrar tudo o que é: um excelente treinador, com uma personalidade e um comportamento público deploráveis. Aliás, estes dois factos não deveriam surpreender nenhum benfiquista. Sob o seu comando vencemos jogos em catadupa, fizemos excelentes exibições e marcávamos golos, praticamente, em todos os jogos. Ao mesmo tempo, que nos habituamos a ouvir declarações estapafúrdias e ao adensar de conflitos desnecessários com adversários, colegas de profissão, agentes da autoridade e até elementos do seu próprio banco (nunca me irei esquecer a atitude com o Shéu, em White Hart Lane, tal como nunca me irei olvidar a qualidade que demonstramos nesse jogo, o melhor que vi ao vivo).
         Estou à vontade para opinar sobre isto, porque apesar dos seus defeitos sempre defendi a sua continuidade. Mesmo depois, de ficarmos a mais de uma dezena de pontos do Porto do Vilas Boas, termos levado 5 no Dragão, perdido uma meia-final europeia com o Braga e perder dois campeonatos para o Porto do Vítor Pereira. Mas eu sou do Sport Lisboa Benfica, não sou sócio ou apoiante dessa nova entidade, o JJ Clube de Portugal! E, portanto, o passado não interessa.
        Neste momento, a realidade é esta: o Porto continua com um orçamento muito superior ao nosso e o Sporting tem um treinador que sabe, melhor que ninguém, o que é necessário para vencer em Portugal e que travou a incompetência do presidente do seu clube (a inabilidade do miúdo foi confirmada pelo novo messias de Alvalade e a sua lista de dispensas: é verdade, onde anda o mini messi? ou o Lampard dos balcãs? Mais um ano de bdc como principal decisor do futebol do Sporting e seria o vosso fim amigos lagartos). Concluindo, existem três candidatos ao título! Thank you, Captains Obvious!
        Relativamente ao Benfica, o Rui Vitória é o elo mais fraco e, portanto, o primeiro a cair caso os resultados e a performance da equipa não melhorem (e muito) em comparação com o que se viu no estádio do Algarve. Mas antes de flagelarem e deceparem (pela ordem que preferirem) o homem, façamos um exercício de memória. Lembram-se da pré-época passada? Lembram-se dos resultados? Das exibições? Do jogo da supertaça? Pois, aquelas goleadas sucessivas que sofremos e uma vitória nos penalties contra o colosso, Rio Ave…
        Eu não vou colocar, pelo menos para já, o ónus dos possíveis insucessos na, suposta, falta de aptidão do Rui Vitória. O treinador não tem qualquer responsabilidade da pré-época ser planeada tendo por base, apenas, critérios financeiros e económicos (tal como já tinha acontecido na época passada…) e também não lhe podem imputar a indisponibilidade de quatro titulares indiscutíveis da época transacta (dois porque foram transferidos e outros dois porque estão lesionados, sendo que, as ausências não foram supridas devidamente e atempadamente). A direcção não pode, nem deve sacudir a água do capote, relativamente ao que ocorreu no estádio do Algarve e tem de compreender isso, até porque para o ano estão agendadas eleições e o escrutínio dos sócios é sempre impiedoso.
        Mas se tudo isto é verdade, perante tanto histerismo e descrença só me apetece dizer: CALMA CARALH*! Não me irritem em Agosto! Parem, estou a meio da silly season… lol
        Foi só um jogo oficial, uma supertaça. Sabem quem também ganhou uma Supertaça? O Paulo Fonseca no Porto. Sinceramente, o mais provável será esta derrota servir para a “estrutura” (essa nova expressão do léxico "futebolês") compreender as limitações do plantel e até ao final do mercado trabalhar afincadamente no reforço efectivo do mesmo. Com, pelo menos, um lateral, um médio centro e um extremo, todos de qualidade inequívoca e experiência, sem que exista qualquer saída adicional ou seja, sem que saía o Gaitán. E, nesse momento, no final desta época, até poderemos vir a olhar para esta derrota como uma benção disfarçada… Sim, porque caso o inicio da época passada não tivesse sido tão desastroso: não teríamos tido nem Jonas, nem Júlio César, nem Samaris e nem Enzo (até Janeiro)…

Calma, olhem para o escudo que temos na camisola, nós somos os Bicampeões! Rumo ao 35.º!

Domingo estou na Luz!


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Coentrão com Vitória?



            E se a contratação surpresa for o Fábio Coentrão?  Demasiado bom para ser verdade?



                Deixem-me sonhar...



domingo, 7 de junho de 2015

Quando Rui Vitória, "ainda", não pensava em treinar o Benfica!


           Ao que tudo indica, amanhã por esta hora, este, para mim, vai passar a ser o melhor treinador do Mundo. Espero que esteja preparado para o "chocolate suíço" que é o nosso clube... Espero bem que sim, Uma Taça de Portugal, vários anos anos ao serviço de um clube com uma massa adepta muitíssimo exigente e o aproveitamento e trabalho com jovens atletas, são os cartões de visita.





             Rumo ao 35.º!