quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Os próximos - Made in Benfica


         A linha de montagem não vai parar. Estou convicto que o João Carvalho e o Rubén Dias na próximo época farão parte do plantel principal do Benfica. Ambos estarão com 20 anos, mas já com três épocas nas pernas de futebol sénior, sempre a brilhar na equipa B e na Youth League.












Créditos pelos vídeos: Eu Visto de Vermelho e Branco 





sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Conselho a portistas e sportinguistas: Vai ajudar se conseguirem libertar-se das palas!

Pala é um substantivo feminino que, na língua portuguesa, tem vários significados. Nomeadamente, e só para elencar um exemplo, refere-se a uma porção de tecido que é utilizada para tapar, totalmente ou parcialmente, a visão de uma pessoa ou animal, normalmente, mamíferos da família dos equídeos, menos corpulentos que os cavalos, embora com orelhas mais compridas.
       Curiosamente, pala é, ainda, uma expressão que, na gíria popular, significa: mentira, peta, embuste, invenção, engano…
       Ora, assim sendo, não há palavra que melhor descreva as reacções e comportamentos registados, após as eliminações do Porto e do Sporting na Taça da Liga (vulgo, cerveja ou Lucílio Baptista para os simpatizantes do Porto e Sporting), do que o vocábulo pala.



            Senão vejamos:

1.       O caso do Porto

O Futebol Clube do Porto foi eliminado, depois de ter conquistado, apenas, dois pontos nas primeiras jornadas da competição. Fruto de dois empates caseiros com o Belenenses e o Feirense. Consequentemente, teria de vencer na última jornada desta fase, o Moreirense fora de casa.
 Ora, eu se fosse adepto e sócio do Porto, ficaria chateado e apreensivo, primeiramente, com os jogadores, equipa técnica e direcção. Por não ter sido possível vencer dois jogos em casa, contra equipas, imensuravelmente, pior apetrechadas. Sentimento que aumentaria, se num desses jogos, a minha equipa tivesse jogado mais de quarenta e cinco minutos em superioridade numérica.


Ao contrário do que seria expectável, atendendo à diferença de orçamentos, a eliminação ocorreu após a equipa do Porto ter perdido por um golo de diferença, autoria do jovem emprestado pelo Sporting Clube de Portugal, Francisco Geraldes, aos 49 minutos de jogo.
Contudo, mesmo depois de três jogos miseráveis, contra equipas com menos argumentos, dois deles no seu próprio estádio e um deles em superioridade numérica, os seus responsáveis e representantes, oficiais e oficiosos, colocam a responsabilidade do sucedido na arbitragem, supostamente controlada pelo Sport Lisboa e Benfica.
O que despoleta a revolta é a expulsão de Danilo, aos 80 minutos de jogo. Vamos partir do princípio que de facto, o jogador não teve qualquer responsabilidade no embate com o árbitro e também que não teve nenhuma afirmação ou comentário grave e lesivo. Nesse momento, com dez minutos de jogo, o Porto, depois de 260 minutos paupérrimos na competição, teria de dar a volta ao jogo, teria de vencer. Mesmo considerando que existiu erro nesse lance (a expulsão do Brahimi, essa então, é claríssima) existe alguma razoabilidade em considerar que foi a arbitragem a responsável pela eliminação do clube?

http://www.zerozero.pt/jogo.php?id=5215022

Esta deveria ser a questão que os sócios e simpatizantes do Porto têm de autocriticamente responder. Eu confesso que se fosse adepto estaria apreensivo com vários factores internos de planeamento da época e não com a arbitragem.
Estava preocupado com a quantidade de dinheiro que foi gasta, nas últimas duas épocas, em avançados sem qualidade para representar o clube: Adrian Lopez, Marega, Suk e Depoitre. Para depois concluir que, as melhores alternativas eram dois miúdos da formação e outro da formação do Paços de Ferreira.
Ficaria apoquentado por perceber que, não obstante, as tremendas limitações do plantel da época transacta, a contratação mais cara para a presente época foi um lateral esquerdo, com o intuito de concorrer com Layun. Apenas, o melhor jogador do Porto na temporada de 2015/2016.
E estava alarmado, por perceber que temos no nosso plantel o atleta com maior salário do futebol português e que este “jovem” de 35 anos, nem de perto, nem de longe comporta uma mais valia que se correlacione com o seu custo mensal.
E, nem sequer, vou entrar nas arrelias que teria por ver uma estrutura, envelhecida, amorfa e com os bolsos bem cheios, que é representada pelo “chefe” da guarda pretoriana.



2        2. O caso do Sporting

A eliminação do nosso rival histórico também foi imputada a erros da arbitragem. Mas será que assim foi?
Vamos analisar friamente os factos. O Sporting, ao contrário do Porto, venceu os seus dois jogos em casa. Contra Arouca e contra o Varzim, emblema que milita no segundo escalão do futebol nacional. No entanto, estas vitórias foram o cumprimento dos serviços mínimos, pois, foram ambas por 1 – 0.
Face a estes resultados que não se coadunam com a diferença de meios entre os clubes. O Sporting teria de pontuar na última jornada com o Setúbal, que tinha três pontos conquistados. Caso o Setúbal vencesse teriam de ser considerados os critérios de desempate: os golos e, posteriormente, as médias de idade.
Face aos resultados pela margem mínima registados em Alvalade (uma contra uma equipa do segundo escalão do futebol nacional), o Setúbal fez o trabalho de casa e entrou em campo com uma equipa que lhe permitia estar em vantagem sobre o Sporting, relativamente ao critério que podiam controlar (as médias de idade). E, asseguraram a passagem através da vitória pela margem mínima.
Ora, a história é a que se conhece. Mesmo considerando que não havia motivos para grande penalidade (à la Abel Xavier em 2000), perante estes factos, será que são os árbitros a causa para a debacle nesta competição?
Eu estaria descontente por compreender que a estrutura e equipa técnica do Setúbal, pensou efectivamente nos regulamentos e antes da bola começar a rolar já estava em vantagem.
Eu, se fosse adepto do Sporting, estaria desolado por perceber que foram contratados vários jogadores “feitos”, que não têm a qualidade dos jovens da formação, que estão emprestados e a brilhar, como o caso do Francisco Geraldes e que um onze sem os titulares habituais não está capacitado para, em Alvalade, ganhar por mais de um golo contra equipas da Liga Ledman. E que, a utilização desses jovens cedidos permitiria, na pior das hipóteses, a passagem à próxima fase…



Concluindo, se eu fosse sócio ou adepto dos nossos rivais libertava-me das palas que são colocadas por pessoas que são remuneradas e retiram proveitos, bem acima da média nacional, fruto da sua ligação profissional a esses emblemas. E, usam o amor dos adeptos às instituições para os tratarem como meros equídeos.



Porque essas palas que não são mais do que tentativas (até ver, bem sucedidas) de mascarar os seus próprios erros, com o mero intuito de lhes possibilitar continuarem a viver à conta dos clubes e não para os clubes.
Mas como sou sócio do Sport Lisboa e Benfica estou mais descansado. Pois, diariamente vislumbro passos de competência e profissionalismo. Vejo um clube tricampeão, ainda em todas as frentes e a depender apenas dele para uma conquista histórica: o tetra. E, curiosamente, já a preparar atempadamente o penta, com a contratação de jogadores para posições cirúrgicas destinados a substituir, caso seja necessário, os nossos atletas que fruto dos resultados, da prospecção e formação do clube irão ser transferidos a breve trecho por milhões de euros.

Claro que, poderemos voltar a perder, até mesmo esta época desportiva. Mas é indubitável, que estamos mais perto da vitória do que os nossos rivais. E, por muito que isso custe, o sustentáculo do sucesso do Sport Lisboa e Benfica é o planeamento, a competência e o profissionalismo e não factores externos como a arbitragem. 

sábado, 24 de dezembro de 2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Muito se tem falado do Rui Vitória

Muito se tem falado do Rui Vitória e da sua incapacidade de ganhar jogos grandes. Se tal, de facto tem uma base de verdade, não nos podemos esquecer de que, do outro lado, temos um treinador que, mesmo sendo um génio da táctica, já perdeu jogos contra grandes como o Benfica, Porto (apesar de, no final da sua carreira no Benfica, ter criado um ascendente sobre eles), Real Madrid, Chelsea, Sevilha, Borussia, e contra clubes medíocres como o Legia ou o HAPOEL de Tel Aviv.

Não coloco a capacidade táctica de Jesus em causa e que, para mim, é superior à de Rui Vitória. No entanto julgo que o nosso treinador tem uma série de características em que é superior a JJ, nas chamadas soft-skills. Longe vão os tempos em que nós éramos crianças em que a nossa avaliação se resumia à classificação de 1 a 5 nas várias disciplinas. Se é óbvio que um qualquer profissional é mais do que isso, num líder de pessoas, a importância dessas características acentua-se ainda mais.

Se a isso acrescentarmos o facto de (tirando no centro do meio-campo) termos jogadores muito superiores ao Sporting, acho que temos a receita para vencer o (difícil) derby!

Deixo um vídeo que acaba por ser um pouco consequência da postura de JJ (com tanto de ousadia como de soberba), relembrado pelo Gordo.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Que golo!


      Aviso:  este post não está relacionado com o Benfica




        Que golo!! Bom feriado.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O cartão de visita do Gonçalo Guedes




         Este foi o cartão de visita do aniversariante. Parabéns, Gonçalo!


P.S: Se tiverem atentos, vão ver o Renato Sanches, "já com uns 19 anos", em campo, o Porto podia impugnar este título de Benfica... 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O conto do dia

Geralmente quem conta um conto acrescenta um ponto. Neste caso, quem conta um conto sai com a cara mais viscosa.


"Foi lançado o repto, a uma família feliz e unida de Arouca, para explicar qual a razão do seu sucesso e felicidade. Como conseguiram criar uma empresa de renome nacional que é orgulho das gentes da sua terra, gerir um clube que veio dos campeonatos distritais até à Liga Europa e, ainda assim, não precisarem do dinheiro do clube para sobreviver. Foi perguntado de imediato qual o perfil do público alvo a quem se destinava tal explicação. Disseram que a explicação tinha sido solicitada por uma só pessoa. Pediram então que lhes fosse descrito um perfil aproximado dessa mesma pessoa.
Foi-lhes dito: tem voz de pirata, passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância, tem bens penhorados por dívidas e, ao que se julga saber, viaja bastante para o estrangeiro com vista a preparar, calorosamente, campanhas de Marketing.

Entendia tal família unida e feliz que tais descrições não bastavam. Era preciso saber mais. Foi então que lhes aclararam:
Diz-se que fez uma lipoaspiração e lipoescultura, mas não se notou nada! E que insistiu com os médicos para fazerem uma intervenção cirúrgica plástica à cara. Vá-se lá saber porquê! Os médicos recusaram. Só não tiveram coragem de dizer qual a razão. Há quem diga que ainda hoje tenta perceber a razão! Contudo, para aliviar a frustração pela não realização da cirurgia estética, os médicos sugeriram uma limpeza ao cérebro, do tipo “ lipocefalia”, mas rapidamente perceberam que não existia massa encefálica suficiente.
E continuaram com a descrição: apesar da lipoescultura, esqueceu-se de comprar fatos novos para o seu tamanho. Por isso só tem meia mão por cada braço.

Mas tem a boca! Informaram, de imediato.

Como assim, perguntou a família unida e feliz? Não é normal as pessoas terem uma boca?
Passaram a explicar: aquando das operações cirúrgicas, que em nada o alteraram, os médicos recomendaram que se sujeitasse a um banho turco diário. Disseram-lhe que o vapor de água faz bem à saúde. E levou a recomendação tão a sério que, ao que parece, adquiriu a competência de jorrar vapor de água da boca quando está perante pessoas de uma família unida e feliz. Qual vulcão revoltado pela felicidade alheia... Mas, quando está perante uma família muitíssimo feliz e unida, acaba por transformar o vapor de água em muco pegajoso. Mas nunca mexendo as meias mãos! É tipo arte circense.
Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum. É para se sentir mais seguro, dizem.

Mas ele não é muito forte? Perguntaram. É pois. Quando tem outras pessoas a protegê-lo! Do tipo carrinhos de choque: vai na frente, que eu vou já a seguir… 

Diz-se ainda que tem o sonho de incorporar o espírito de búfalos e rebanhos de ovelhas. Mas, pela dificuldade da incorporação, contenta-se em falar com voz de búfalo e em ter um caminhar de ovelha. É melhor que nada, disseram! Já agora, não confundir ovelha com cabra do monte. Esta sim, é caracterizada por um caminhar mais agreste e, ao que se diz, a pessoa tem sido avistada na companhia de um bom rebanho de cabras do monte.

Dizem também que está assim porque nunca soube fazer puto na vida e que tem medo de perder o tacho. Qual tacho? Perguntou a família unida e feliz. Ora, o mesmo que serve para aquecer água e cria o vapor de água, esclareceram.

Perante tal caracterização, a família unida e feliz sabia que o desafio era enorme. Afinal, que ser era aquele? Seria humano?
Por fim, entenderam encontrar o meio adequado para revelar a fórmula da felicidade e união, informando:
O segredo para sermos uma família unida e feliz está nas características comuns de todas as gentes da nossa terra: trabalho, seriedade, dedicação, humildade e união.


Ou, por outras palavras: “Melhor viver uma vida de luta e batalhas do que viver uma vida de mentiras e falsidade.” "

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Pedro Pereira, mais um exemplo


       Pedro Pereira é um nome, practicamente, desconhecido da generalidade dos adeptos de futebol em Portugal. Este miúdo de dezoito anos, é lateral direito, joga na Sampdória e é mais um produto da, actual, melhor formação em Portugal, a formação do Sport Lisboa e Benfica.

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       Hoje, em entrevista, a um jornal desportivo, explicou, "sem papas na língua", a razão para a sua saída.


"Foi por não ver grande aposta nos jogadores que se iam formando em casa que aceitou sair para Itália?
-Sim. Na altura, eu e outros jovens, sentíamos isso. Nos anos em que estive no Benfica, vi grandes jogadores nunca serem aproveitados, e isso é complicado para a nossa cabeça. Nesse tempo era quase impossível chegar à equipa principal, por isso fui à procura de oportunidades. Sou muito ambicioso. Saí à aventura e, quando apareceu a Sampdória, podendo jogar no primeiro escalão de uma liga como a italiana, não recusei. Mas fico feliz por agora o Benfica estar a dar oportunidades aos jovens. Naquele centro de estágios há muitos jogadores de qualidade e que, bem aproveitados como estão a ser, vão tornar-se grandes.

    Este é mais um exemplo, que legitima a mudança de paradigma do Benfica. O campeonato nacional, o 35.º, foi muito saboroso. Sobretudo, porque o "Tri" foi conquistado com o Renato, o Lindelof, o Ederson, o Semedo e o Guedes. O Benfca está no caminho certo.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O acaso, a sina e a fortuna contra o Dinamo de Kiev


        O sucesso é um acumular de vários factores, alguns controláveis, outros totalmente aleatórios e irrefreados que podem mudar por completo as expectativas criadas, seja pelas nossas qualidades inatas, seja pelo trabalho e empenho que é colocado relativamente a um objectivo.

        O jogo de hoje tem três momentos que demonstram o que afirmei.
       
        O primeiro foi o remate incrível do Gonçalo Guedes que só foi travado pela barra. Um centímetro mais baixo e era o golo da jornada na mais importante prova de clubes do mundo. Com dezanove anos seria um momento importantíssimo para a sua afirmação a curto prazo. Força, miúdo é para continuar, fica para a próxima.
       
        O segundo a defesa da grande penalidade pelo Ederson. Depois de um erro infantil e de uma saída anormalmente imprudente. O nosso guarda-redes defende o penalty. Com isto, impossibilitou que voltasse a "polémica" sobre a baliza do Benfica e, possivelmente, evitou um empate comprometedor para as aspirações do Benfica, ao qual ficaria ligado directamente.

         O terceiro a lesão do Fejsa. Este ano o nosso médio defensivo está a fazer uma época assombrosa. Neste momento, desconheço a extensão da lesão, que resultou de uma entrada duríssima do jogador ucraniano. Espero que, esse momento, de total infortúnio, não impeça a continuação da época memorável do Fejsa. Era totalmente imerecido!!



        De resto, vencemos mais um jogo e estamos com perspectivas reais de apuramento para os oitavos de final da Champions. Ou seja, o normal. Que venha o Dragão. Rumo ao 36!!!